O que é o Neuromarketing? (Por Mariana Kannebley)

Atualizado: 6 de abr. de 2020


Diariamente eu e você somos bombardeados por conteúdo de todos os lados, incluindo propagandas. Seja pelas redes sociais, internet, televisão, rádio e demais canais de comunicação. Estima-se que somos bombardeados em média por 3 mil mensagens publicitárias todos os dias.



Você pode estar pensando que é muita coisa ou que estou exagerando, mas não estou. Entre comerciais propriamente ditos, imagens, conteúdos, mensagens, vídeos supostamente com informações relevantes, etc., uma pessoa é impactada por publicidade online e off-line com bastante frequência em um único dia.


A pergunta que não quer calar é: como é que um produto ou serviço pode se destacar em meio a este mar de informações que as marcas emitem diariamente? Existe alguma fórmula especial para este fim?


Nos últimos anos, ouvimos que o principal ponto nesta guerra pela atenção do consumidor é a geração de conteúdo de qualidade. Certamente há muita verdade nesta citação, mas é preciso prestar mais atenção em outras variáveis além da qualidade propriamente dita.


Na realidade, quanto mais as empresas tentam martelar informações na mente do consumidor, menos atenção essas recebem. De cada 100 propagandas, 92 são simplesmente ignoradas ou esquecidas, mesmo quando há interação. Isso significa que aquele clique no seu anúncio, like, comentário ou qualquer outra interação pode ser desprezada pelo cérebro humano.


O fato do cérebro humano ignorar e esquecer as coisas tem explicação científica. A neurologia explica muita coisa para a gente e traz respostas valiosas para o mundo do marketing. É possível usar as últimas descobertas sobre o cérebro humano para mudar a forma como fazemos publicidade e geramos conteúdo.


Grandes marcas já usam o que chamamos de #neuromarketing na sua forma de fazer propaganda. O Neuromarketing surgiu no final da década de 1990 por meio de estudos acadêmicos de um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos. Um deles, Gerald Zaltman, médico e pesquisador da universidade norte-americana de Harvard, teve a ideia de usar aparelhos de ressonância magnética para fins, não médicos, mas de marketing.


Há alguns anos estudos revelaram e comprovaram o que publicitários e profissionais do marketing já imaginavam, a escolha por uma marca não é racional. (http://cienciahoje.org.br/coluna/coca-ou-pepsi/)


Daí por diante, várias empresas passaram a realizar estudos neurocientíficos para direcionar sua publicidade. Não é todo mundo que pode pagar por um estudo, mas certamente todos podem se beneficiar de dicas de estudos já realizados para otimizar seu marketing.


Vamos às dicas práticas que neuromarketing pode nos ensinar!


Testemunhos e opiniões:

Abuse na hora de mostrar as experiências positivas de clientes e de compra, os demais ficam, sim, curiosos e a publicidade gera sensação de credibilidade.


Aroma:

Nada como sentir aquele cheiro de comida maravilhoso na hora do almoço, certo? Isso porque nosso olfato é um sentido poderoso que marcas podem e devem explorar. Muitas marcas já tem seu próprio aroma, é o que chamamos de marketing olfativo. Uma forma de marcar o cérebro do cliente e potencial cliente, é através de um cheiro que, toda vez que eles sentirem, sua memória os levará à experiência com a marca.


Formas arredondadas e curvilíneas:

Nosso cérebro se atrai mais por formas arredondadas do que quadradas. Por alguma razão, optamos por produtos e marcas que tenham a aparência mais arredondada e curvilínea.


Humor:

Ainda há muita resistência quanto àquela pitada de humor na publicidade, mas o fato é que o cérebro aprecia muito mensagens que transmitam alegria, sobretudo a alegria no seu sentido #fun, que faça rir.


Experiência sensorial:

Nada como ter um envolvimento real com aquilo que desejamos, certo? Pois é! Isso não é diferente quando falamos de marcas e produtos. Aposte forte na experiência positiva do consumidor com sua marca. Vale a pena se aprofundar no que chamamos de #customerexperience


Cores:

Obviamente que o neuromarketing traz para a gente a necessidade de dar cada vez mais valor às cores que apresentamos aos nossos clientes e potenciais clientes. Há cores que estimulam a inteligência, outras a curiosidade, outras que até podem causar irritação. Todo cuidado é pouco na hora de definir as cores de sua comunicação.


Pratique empatia:

Na minha visão, essa é certamente A-Q-U-E-L-A dica que jamais pode ser ignorada. Sua publicidade jamais pode deixar de se colocar no lugar do receptor da mensagem. Entenda o momento do seu consumidor, o que ele está vivendo e se a sua comunicação faz realmente sentido para ele.


Há outras muitas dicas de estudos de neuromarketing para que você e sua empresa possam utilizar nas estratégias de marketing e publicidade do seu negócio. Certamente quanto mais fizer uso delas, melhores serão seus resultados.


-Mariana Kannebley

Diretora executiva

88 visualizações0 comentário